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  • Valerio Augusto Pinto

A crise do Café em 1929

Atualizado: 10 de Out de 2019


A quebra na bolsa de Nova York em outubro de 1929 foi um golpe para a estabilidade da economia cafeeira.


O café não resistiu ao abalo sofrido no mundo financeiro e o seu preço caiu bruscamente. As lavouras de café enfrentaram a verdadeira dimensão do mercado.


Nesse processo, milhões de sacas de café estocadas foram queimadas e milhões de pés de café foram erradicados, na tentativa de estancar a queda contínua de preços provocada pelos excedentes de produção.


Quando a economia mundial conseguiu se recuperar do golpe de 1929, o Sudeste do país voltou a crescer, desta vez com perspectivas lastreadas na cafeicultura e na indústria, que assumia parcelas maiores da economia. O cafe retomou sua importante posição nas exportações brasileiras e, mesmo perdendo mercado para outros países produtores, o país ainda se mantém como maior produtor de café do mundo.


Das suas épocas áureas, ainda nos restam as belas sedes das fazendas coloniais, um extenso material técnico-científico, plantações centenárias e o hábito nacional do cafezinho.


O café brasileiro na atualidade


Atualmente o Brasil é o maior produtor mundial de café, sendo responsável por 30% do mercado internacional, volume equivalente à soma da produção dos outros seis maiores países produtores. É também o segundo mercado consumidor, atrás somente dos Estados Unidos.


As áreas cafeeiras estão concentradas no centro-sul do país, onde se destacam quatro estados produtores: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Paraná. A região Nordeste também tem plantações na Bahia, e da região Norte pode-se destacar Rondônia.


A produção de café arábica se concentra em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Bahia e parte do Espírito Santo, enquanto o café robusta é plantado principalmente no Espírito Santo e Rondônia.


Se 2016 foi um ano de baixas para grande parte dos setores, a produção cafeeira seguiu na direção contrária. Graças à chamada “bienalidade” – que é a capacidade de as lavouras gerarem bons resultados a cada dois anos – o Brasil fecha o exercício com safra recorde. Minas Gerais, o maior produtor nacional, seguiu a mesma tendência e colhe agora os frutos do “ouro negro” para a economia local.


Nacionalmente, foram produzidos 51,37 milhões de sacas de 60 quilos do café beneficiado em 2016, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume é o maior alcançado pelo país e representa uma alta de 18,9% frente aos 43,2 milhões de sacas da safra passada. A maior colheita registrada até agora havia sido a de 2014, um montante de 50,8 milhões de sacas.


Em Minas Gerais a safra também foi recorde, batendo a casa dos 30,7 milhões de sacas. O avanço de 37,8% frente a 2015 reflete os bons desempenhos das principais regiões produtoras, com destaque para o Sul de Minas e o Cerrado.


A região onde se encontra a Serra da Canastra possui topografia que mescla regiões de montanha com altitudes podendo chegar a 1500 metros, bem como áreas planas. A temperatura média anual é favorável ao cultivo e as estações climáticas são bem definidas, om verão úmido e quente e inverno ameno e seco, que são condições naturais propicias para o cultivo de cafés especiais.

Compilado pela Equipe do Café superCanastra


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