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  • Valerio Augusto Pinto

O trajeto do cultivo do café em Minas Gerais


Em Minas Gerais encontra-se a região da Serra da Canastra, onde está a nascente do Rio São Francisco, com sua primeira e maior a cachoeira, a Casca Danta. O Rio São Francisco, também conhecido como rio da integração nacional pelos seus 2.830 quilômetros de extensão, é o maior em extensão genuinamente brasileiro.


A região onde se encontra a Serra da Canastra possui topografia que mescla regiões de montanha com altitudes podendo chegar a 1500 metros, bem como áreas planas. A temperatura média anual é favorável ao cultivo, produzindo assim café de alta qualidade, favorável à produção de cafés especiais.


Como a busca pela região ideal para a cultura do café cobriu todo o país, a Bahia se firmou como polo produtor no Nordeste e a Rondônia na região Norte.

As grandes fazendas de café


As plantações de café foram fundadas em grandes propriedades monoculturais trabalhadas por escravos, substituídos mais tarde por trabalhadores assalariados: as grandes fazendas de café.

Estas fazendas ficaram famosas por sua arquitetura típica e seus equipamentos. Tanques em que o grão é lavado logo depois da colheita, terreiros para secagem, máquinas de seleção e beneficiamento fazem parte desse ambiente. A senzala dos escravos ou colônias de trabalhadores livres finalizam a caracterização das fazendas cafeeiras. A fazenda de café, desde a semente até a xícara, era um pequeno mundo, quase isolado.


O desenvolvimento da produção cafeeira esteve intimamente relacionado com a quantidade de mão-de-obra disponível. Para incentivar a produção de café, a administração do Estado de São Paulo fez da questão imigratória o projeto central de suas atividades, estabelecendo um sistema que oferecia auxílio formal à imigração européia, principalmente à italiana. Por meio de um programa que cuidava da propaganda em seu país de origem, os imigrantes eram trazidos desde seu domicílio na Europa até a fazenda de café. A imigração ajudou na conquista de áreas ainda não exploradas, permitindo rápido desenvolvimento do Estado de São Paulo.


Com a mão-de-obra imigrante a cultura ganhou impulso e durante três quartos de século, quase toda riqueza do país se concentrou na agricultura cafeeira. O Brasil dominava 70% da produção mundial e ditava as regras do mercado. Nessa época os fazendeiros de café se tornaram a elite social e política, formando umas das últimas aristocracias brasileiras. A opulência dos plantadores de café permitiu a construção dos grandes e bonitos casarões das fazendas e de mansões na cidade de São Paulo e financiou a industrialização no sudeste do país.


Compilado pela equipe do Café SuperCanastra

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